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Capítulo Primeiro
A primeira vez que o Dr. Estêvão Soares falou ao deputado Meneses foi no Teatro Lírico no tempo da memorável luta entre lagruístas e chartonistas. Um amigo comum os apresentou ao outro. No fim da noite separaram-se oferecendo cada um deles os seus serviços e trocando os respectivos cartões de vísita.
O escritor amazonense Milton Hatoum, autor de romances consagrados como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, foi eleito nesta quinta-feira (14/08) para ocupar a cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo o acadêmico falecido Cícero Sandroni.
Leia MaisNa noite de sexta-feira (8), a jornalista e escritora Miriam Leitão foi empossada na cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a vaga deixada pelo cineasta Cacá Diegues, falecido em fevereiro. Eleita em 30 de abril com 20 votos, ela se tornou a 12ª mulher a ingressar na instituição. O acadêmico Antonio Carlos Secchin conduziu a cerimônia e proferiu o discurso de recepção.
Leia MaisCapítulo I
Frei Simão era um frade da ordem dos Beneditinos. Tinha, quando morreu, cinqüenta anos em aparência, mas na realidade trinta e oito. A causa desta velhice prematura derivava da que o levou ao claustro na idade de trinta anos, e, tanto quanto se pode saber por uns fragmentos de memórias que ele deixou, a causa era justa.
HAMLET observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
GARCIA, EM PÉ, mirava e estalava as unhas; Fortunato, na cadeira de balanço, olhava para o tecto; Maria Luísa, perto da janela, concluía um trabalho de agulha. Havia já cinco minutos que nenhum deles dizia nada. Tinham falado do dia, que estivera excelente, — de Catumbi, onde morava o casal Fortunato, e de uma casa de saúde, que adiante se explicará. Como os três personagens aqui presentes estão agora mortos e enterrados, tempo é de contar a história sem rebuço.
Vede o bacharel Duarte. Acaba de compor o mais teso e correto laço de gravata que apareceu naquele ano de 1850, e anunciam-lhe a visita do major Lopo Alves. Notai que é de noite, e passa de nove horas. Duarte estremeceu, e tinha duas razões para isso. A primeira era ser o major, em qualquer ocasião, um dos mais enfadonhos sujeitos do tempo.
A Editora Malê, especializada em literatura afro-brasileira, anuncia o lançamento de "Betoneira Vida", romance de estreia do autor Flavio da Conceição. A obra promete integrar o catálogo da editora carioca que tem se destacado por ampliar a visibilidade de escritores negros contemporâneos no cenário nacional.
Leia Mais— AH! CONSELHEIRO, aí começa a falar em verso.
— Todos os homens devem ter uma lira no coração, — ou não sejam homens. Que a lira ressoe a toda a hora, nem por qualquer motivo, não o digo eu, mas de longe em longe, e por algumas reminiscências particulares... Sabe por que é que lhe pareço poeta, apesar das Ordenações do Reino e dos cabelos grisalhos? é porque vamos por esta Glória adiante, costeando aqui a Secretaria de Estrangeiros. . . Lá está o outeiro célebre. . . Adiante há uma casa
Venância tinha dois sobrinhos, Emílio e Marcos; o primeiro de vinte e oito, o segundo de trinta e quatro anos. Marcos era o seu mordomo, esposo, pai, filho, médico e capelão. Ele cuidava-lhe da casa e das contas, aturava os seus reumatismos e arrufos, ralhava-lhe às vezes, brandamente, obedecia-lhe sem murmúrio, cuidava-lhe da saúde e dava-lhe bons conselhos. Era um rapaz tranqüilo, medido, geralmente silencioso, pacato, avesso a mulheres, indiferente a teatros, a saraus.