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A forma como crianças entre 9 e 13 anos descrevem experiências estressantes pode prever o risco de desenvolver depressão e ansiedade até seis anos depois, segundo estudo publicado na revista Nature Mental Health. O modelo de inteligência artificial desenvolvido pelos pesquisadores superou avaliações humanas na previsão de futuros transtornos mentais.
Uma pesquisa da Universidade Chinesa de Hong Kong, publicada na revista JNeurosci, revelou que a capacidade de adultos aprenderem uma nova língua está diretamente ligada a estruturas cerebrais externas à rede tradicional da linguagem. Ao monitorar 101 indivíduos, o cientista Gangyi Feng e sua equipe constataram que a eficiência e a velocidade do aprendizado são preditas, majoritariamente, pela organização prévia das redes de atenção e de controle cognitivo do cérebro.
Após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, milhões de ucranianos passaram a usar mais o idioma ucraniano no cotidiano, abandonando parcialmente o russo. No entanto, um novo estudo sugere que mudar a língua falada não significa necessariamente mudar percepções profundas e inconscientes moldadas ao longo da vida.
Uma reportagem publicada pelo portal G1 aborda um fenômeno curioso: pessoas que afirmam “enxergar” línguas estrangeiras durante o aprendizado. O texto explica que essa experiência está relacionada à sinestesia, uma condição neurológica em que diferentes sentidos se misturam — por exemplo, quando palavras evocam cores, sons despertam sensações táteis ou letras possuem tonalidades específicas.