Por Pedro Simões
18/07/2025
No dia 17 de dezembro de 2024, faleceu o linguista americano William Labov, considerado o pai da Sociolinguística Variacionista.
Entre suas obras, estão “The social stratification of English in New York City” (1966); “Language in the inner city” (1972); “Sociolinguistic Patterns” (1972), “Principles of Linguistic Change”, em três volumes, “Internal Factors” (1994); “Social Factors” (2001); “Cognitive and Cultural Factors” (2010), que tiveram e ainda têm grande peso na linguística mundial. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Labov publicou mais de 150 artigos científicos, capítulos e livros, consolidando-se como um dos linguistas mais influentes do século XX.
Suas contribuições para a Linguística Contemporânea são inestimáveis, constituindo as suas ideias, juntamente com Uriel Weinreich e Marvin Herzog, o arcabouço teórico-metodológico fundamental para a Sociolinguística Variacionista.
Seu trabalho pioneiro não só ampliou os horizontes da pesquisa linguística, mas também contribuiu para a compreensão e valorização da diversidade linguística em um mundo marcado por desigualdades. Suas contribuições acadêmicas, como os estudos sobre o inglês afro-americano e a mudança linguística em comunidades urbanas, seguem sendo referência indispensável para estudantes de linguística em todo o mundo. Uma curiosidade sobre sua vida é que antes de se tornar linguista, ele trabalhou por 10 anos como engenheiro químico, carregando um pouco das exatas no método estatístico e quantitativo da Sociolinguística Variacionista.