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O conto “A dança dos ossos”, de Bernardo Guimarães, apresenta uma narrativa de tom sombrio inspirada nas lendas do interior brasileiro. Ambientada em um cenário rural, a história gira em torno da violação de um túmulo e das consequências misteriosas que se seguem, envolvendo culpa, superstição e medo do sobrenatural. Com atmosfera tensa e descritiva, o autor constrói um enredo que mistura romantismo e elementos fantásticos, explorando o imaginário popular e o terror psicológico diante do desconhecido.
Machado de Assis (1839–1908), fundador da ABL e mestre do Realismo, publicou “Metafísica das rosas” originalmente na Gazeta Literária, no Rio de Janeiro, em 1883. Em tom alegórico e paródia bíblica, o texto reflete sobre criação, vaidade e a condição humana, ao narrar a origem mítica das rosas e do homem, com ironia filosófica e crítica sutil.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (1839–1908), foi publicado originalmente em 1881, no Rio de Janeiro. Marco do Realismo brasileiro, inaugura a fase mais madura do autor ao apresentar um narrador-defunto que revisita, com ironia e ceticismo, sua própria vida e a sociedade do Segundo Reinado, explorando temas como vaidade, poder e hipocrisia.
Morreu nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, aos 83 anos, João Adolfo Hansen, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e um dos principais especialistas brasileiros em literatura barroca e cultura letrada colonial. Docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Hansen foi referência nos estudos sobre Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira e marcou gerações de pesquisadores.
Gregório de Matos (1636–1696), poeta maior do Barroco brasileiro, celebrizou-se pela sátira mordaz e pelo duplo sentido erótico. Neste poema, contrapõe “flor” e “fruto” para ironizar o vigário e insinuar, com malícia, a posse simbólica do “fruto” enviado por Brites. O texto circulou manuscrito no século XVII e foi publicado em livro no Rio de Janeiro, em 1850.
Gregório de Matos (1636–1696), expoente do Barroco brasileiro, destacou-se pela sátira irreverente aos vícios sociais e ao clero da colônia. Em “Aos mesmos padres hóspedes…”, ridiculariza religiosos visitantes — entre eles o “padre Perico” — explorando caricatura e humor mordaz. O poema circulou manuscrito no século XVII e foi publicado em livro no Rio de Janeiro, em 1850.
Gregório de Matos (1636–1696), poeta maior do Barroco luso-brasileiro, tornou-se célebre pela sátira mordaz aos costumes e ao clero colonial. No poema “Ao vigário da Madre de Deos Manuel Rodrigues…”, com humor e ironia, critica os excessos e despesas provocados por clérigos em visita natalina. O texto circulou manuscrito no século XVII e foi publicado em livro no Rio de Janeiro, em 1850.
Gregório de Matos (1636–1696), maior nome da poesia satírica barroca no Brasil, retratou com ironia os conflitos morais e institucionais da colônia. No poema “Ao padre Manuel Domingues Loureiro…”, critica a recusa do religioso em partir para Angola e as punições sofridas, expondo tensões entre clero e autoridade episcopal. O texto circulou manuscrito no século XVII e foi publicado em livro no Rio de Janeiro, em 1850.
Gregório de Matos (1636–1696), poeta baiano do Barroco, destacou-se pela sátira ferina aos costumes e ao clero colonial. Em “Entra agora o poeta a satirizar o dito padre”, intensifica o tom mordaz contra o padre Manuel Alvares, capelão da Marapé, explorando ironia e crítica moral. O poema circulou manuscrito no século XVII e teve publicação em livro no Rio de Janeiro, em 1850.
Gregório de Matos (1636–1696), poeta baiano do Barroco, célebre pela sátira mordaz, criticou costumes, clero e poder colonial. No poema “Ao padre Manuel Alvares…”, responde com ironia a uma provocação, reafirmando seu tom satírico contra religiosos vindos de Portugal. O texto circulou em manuscritos no século XVII e foi publicado pela primeira vez em livro no Rio de Janeiro, em 1850.