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#Contos#Literatura Brasileira

Ernesto de Tal

Por Machado de Assis (1869)

Não quer isto dizer que a amizade dos dois viesse a esfriar. Pelo contrário, o rival de Ernesto revelou certa magnanimidade, apertando ainda mais os laços que o prendiam desde a singular circunstância que os aproximou. Houve mais: dois anos depois do casamento de Ernesto, vemos os dois associados num armarinho, reinando entre ambos a mais serena intimidade. O rapaz de nariz comprido é padrinho de um filho de Ernesto. 

— Por que não te casas? pergunta Ernesto às vezes ao seu sócio, amigo e compadre. 

— Nada, meu amigo, responde o outro, eu já agora morro solteiro. 


FIM


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