Por Machado de Assis (1892)
Dona Paula começou a crer que ele não a amava. No dia em que esta convicção lhe entrou no coração, esperou resoluta; mas esperou em vão. Góis não voltou mais. A dor e a humilhação de D. Paula foram grandes. Não percebeu que a liberdade e a viuvez a tornavam fácil e banal para um espírito como o do cúmplice. Teve amarguras secretas; mas a opinião pública foi em seu favor, porque imaginaram que ela o expulsara de casa, com sacrifício e para punição de si mesma.
Baixar texto completo (.txt)ASSIS, Machado de. Uma partida. A Estação, Rio de Janeiro, n. 24, p. 282-284, 31 dez. 1892.