Por Machado de Assis (1872)
— Parece-me... Não sei que me há de parecer, respondeu o Coutinho; eu tenho todas as provas de ela me amar loucamente.
— Tanto não digo eu, observou Alberto; loucamente não creio que me ame, mas cuido que sou amado.
O fim evidente de cada um destes personagens era assustar o adversário, caso este ficasse vitorioso. Entraram a alegar cartas apaixonadas, flores, tranças de cabelo, e o Coutinho chegou até a confessar um beijo na mão.
De repente abre-se a porta.
Entra o comendador Nunes pálido e trêmulo.
— Que é isto? disseram os dois.
Nunes deixou-se cair em uma cadeira, e com a voz trêmula e o olhar desvairado, confessou a sua desgraça.
Luísa fugira com o primo!
Baixar texto completo (.txt)ASSIS, Machado de. Uma loureira. Jornal das Famílias, Rio de Janeiro, v. 10, n. 4, p. 110-128, abr. 1872.