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#Poemas em verso#Literatura Brasileira

As enfibraturas do Ipiranga

Por Mário de Andrade (1922)

Que o Cruzeiro do Sul e a saudade dos martírios

Plantem-se na tumba da noite em que sonhais...

Importa?!... Digo-vos eu nos mansos

Oh! Juvenilidades Auriverdes, meus irmãos:

Chorai! Chorai! Depois dormi!

Venham os descansos veludosos

Vestir os vossos membros!... Descansai!

Diuturnamente cantareis e tombareis.

As rosas... As borboletas... Os orvalhos...

O todo-dia dos imolados sem razão...

Fechai vossos peitos!

Que a noite venha depor seus cabelos aléns

Nas feridas de ardor dos cutilados!

E enfim no luto em luz, (Chorai!)

Das praias sem borrascas, (Chorai!)

Das florestas sem traições de guaranis

(Depois dormi!)

Que vos sepulte a Paz Invulnerável!

Venham os descansos veludosos

Vestir os vossos membros... Descansai!

(quase a sorrir, dormindo)

Eu... os desertos... os Caíns... a maldição...

(

As JUVENILIDADES AURIVERDES e MINHA LOUCURA adormecem eternamente surdas, enquanto das janelas de palácios, teatros, [tipografias, hotéis — escancaradas, mas cegas — cresce uma enorme vaia de assovios, zurros, patadas.)

LAUS DEO

Aqui o leitor, se for partidário dos ORIENTALISMOS, porá nomes de escritores paulistas que aprecia e das JUVENILIDADES, os que detesta. Exemplo com meu próprio nome: E as mariocidades. Não existe esse sufixo: quero assim bater milhor o ritmo.

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