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Edição atual tal como às 14h31min de 24 de fevereiro de 2026

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Artigos recentes[editar]

O estudo sistemático da linguagem no Ocidente tem suas raízes na Grécia Antiga. Foi entre os gregos que surgiram, pela primeira vez, reflexões organizadas sobre a natureza, a estrutura e o funcionamento da língua — reflexões que moldaram profundamente toda a tradição gramatical posterior, incluindo a latina, a medieval e, em larga medida, a moderna. Compreender esse percurso é essencial para situar historicamente os conceitos e categorias que ainda hoje permeiam o ensino e a análise das línguas.


Roma não desenvolveu uma tradição gramatical própria a partir do zero. Ao contrário da Grécia, onde as reflexões sobre a linguagem nasceram de disputas filosóficas genuínas — sobre a natureza dos nomes, a relação entre linguagem e realidade, a lógica do discurso —, Roma herdou e adaptou o modelo grego, sobretudo o alexandrino. Essa relação de dependência intelectual com a Grécia é central para entender o perfil da gramática latina: sempre tributária, sempre em diálogo comparativo com o grego, sempre mais voltada para a prática do que para a especulação.

O bilinguismo das elites romanas explica muito dessa postura. Senadores, grandes proprietários e homens de ..→

O período que se estende do Renascimento ao final do século XVIII representa uma das fases mais ricas e complexas da história dos estudos da linguagem. Trata-se de um momento em que a reflexão sobre a língua deixa de ser prerrogativa quase exclusiva dos gramáticos latinos e dos filósofos escolásticos e passa a envolver humanistas, religiosos, exploradores, filósofos naturais e cortesãos. Esse deslocamento não é acidental: ele resulta de uma série de transformações históricas profundas — a invenção da imprensa, a queda de Constantinopla, a Reforma Protestante, a formação dos Estados nacionais e os grandes descobrimentos — que juntas redesenham o mapa político, ..→

Os estudos da linguagem na Idade Média (c. 500–1500) não representam um período de estagnação intelectual, mas sim uma era de intensa produção teórica e debates filosóficos sofisticados. Longe de serem meras repetições do passado, as reflexões medievais lançaram as bases para a linguística moderna, explorando a relação entre linguagem, pensamento e a estrutura da realidade. O período é organizado em quatro fases principais: Inicial, Central, Tardia e Final.


Ao longo do século XIX, os estudos linguísticos se organizaram em torno de cinco grandes eixos: o surgimento e a consolidação da linguística histórico-comparativa, os debates sobre a origem e a mudança linguística, o desenvolvimento da dialetologia e da fonética, e a institucionalização da disciplina.