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Uma pesquisa da USP conseguiu distinguir com 98% de precisão notícias falsas escritas por humanos daquelas produzidas por inteligência artificial. A análise de 10.782 textos em português brasileiro revelou diferenças de vocabulário, gramática e estilo: autores humanos apresentaram maior variação, enquanto a IA produziu textos mais uniformes, com palavras mais complexas e maior uso de orações coordenadas.
Pesquisadores desenvolveram o ConlangCrafter, sistema de inteligência artificial capaz de criar línguas artificiais com fonologia, regras gramaticais e vocabulário próprios. Em testes, as línguas geradas apresentaram diversidade estrutural superior, em uma métrica específica, à de uma amostra de 1.874 idiomas naturais. O trabalho foi apresentado em 2026 no principal encontro da Association for Computational Linguistics (ACL).
Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da Universidade de Ariel desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de traduzir instantaneamente textos em acadiano antigo para o inglês. O avanço permite que milhares de registros históricos, antes inacessíveis por falta de especialistas, revelem agora detalhes da vida administrativa e pessoal na antiga Mesopotâmia.
O universo das palavras acaba de ganhar um parque de diversões próprio. O Letródromo, plataforma de jogos linguísticos desenvolvida pelo Gentil — Grupo de Estudo em Novas Tecnologias da Informação e da Linguagem, acaba de ser lançado, reunindo tecnologias educativas voltadas ao reconhecimento de palavras, à agilidade lexical e ao conhecimento literário.
O projeto No Language Left Behind (NLLB‑200) da Meta, voltado à tradução automática, agora suporta 200 línguas, inclusive idiomas com poucos recursos. Apesar do avanço técnico, pesquisadores indicam que o uso de dados e a qualidade da tradução ainda exigem colaboração efetiva com falantes nativos dos idiomas menos representados.