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#Sátiras#Literatura Brasileira

Ao mesmo com presunções de sábio e engenhoso

Por Gregório de Matos (1696)

Poema satírico atribuído a Gregório de Matos, provavelmente composto na Bahia no final do século XVII. Preservado em manuscritos coloniais e publicado apenas em edições críticas modernas, ridiculariza o clérigo que, após insultar o poeta, ainda se apresentava como sábio e engenhoso.

Este Padre Frisão, este sandeu

Tudo o demo lhe deu, e lhe outorgou,

Não sabe musa , que estudou,

Mas sabe as ciências, que nunca aprendeu.


Entre catervas de asnos se meteu,

E entre corjas de bestas se aclamou,

Naquela Salamanca o doutorou,

E nesta salacega floresceu.


Que é um grande alquimista, isso não nego,

Que alquimistas do esterco tiram ouro,

Se cremos seus apógrafos conselhos.


E o Frisão as Irmãs pondo ao pespego,

Era força tirar grande tesouro,

Pois soube em ouro converter pentelhos.

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