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#Sátiras#Literatura Brasileira

A morte violenta que Luiz Ferreira de Noronha, capitão da guarda do governador Antônio Luiz, deu a José de Mello, sobrinho deste prelado

Por Gregório de Matos (1696)

Poema narrativo-satírico atribuído a Gregório de Matos, composto provavelmente na Bahia no final do século XVII. Transmitido apenas em manuscritos e publicado em edições críticas modernas, relata o homicídio de José de Mello por Luiz Ferreira de Noronha, episódio que marcou a vida política e eclesiástica local.

Brilha em seu auge a mais luzida estrela,

Em sua pompa existe a flor mais pura,

Se esta do prado frágil formosura,

Brilhante ostentação do céu aquela.


Quando ousada uma nuvem a atropela,

Se a outra troca em lástima a candura,

Que há também para estrelas sombra escura,

Se para flores há, quem as não zela.


Estrela e flor, José, em ti se encerra,

Porque ser flor, e estrela mereceu

Teu garbo, a quem a Parca hoje desterra.


E para se admirar o indulto teu,

Como flor te sepultas cá na terra,

Como estrela ressurges lá no céu.

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