Por Gregório de Matos (1696)
Poema fúnebre atribuído a Gregório de Matos, provavelmente composto na Bahia no final do século XVII. Transmitido por manuscritos da época e publicado apenas em edições críticas modernas, o texto funciona como epitáfio laudatório dedicado ao arcebispo recentemente falecido.
Este mármore encerra, ó Peregrino,
Se bem, que a nossos olhos já guardado,
Aquele, que na terra foi sagrado,
Para que lá no céu fosse divino.
De seu merecimento justo, e digno
Prêmio, pois na terra nunca irado
Se viu o seu poder, e o seu cajado
Neste nosso hemisfério ultramarino.
Enfim relíquias de um Prelado santo
Oculta este piedoso monumento:
As lágrimas detém, enxuga o pranto.
Prosta-te reverente, e beija atento
As cinzas, de quem deu ao mundo espanto,
E a todos os Prelados documento.
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