Por Sthefany Vogado
24/06/2025
Nesta quinta-feira (22/05), o poeta, contista, ensaísta e tradutor Paulo Henriques Britto foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tornando-se o novo ocupante da cadeira 30, anteriormente pertencente a Heloisa Teixeira, falecida em março deste ano. Com 22 votos, Britto superou os demais candidatos: Arlindo Miguel, Eduardo Baccarin Costa, Paulo Renato Ceratti, Spencer Hartmann Júnior e Salgado Maranhão, este último com 10 votos.
Nascido no Rio de Janeiro em 1951, o agora "imortal" tem em sua trajetória 14 obras publicadas, distribuídas entre oito livros de poesia, três de ensaio e um voltado ao público infantojuvenil. Sua produção literária ganhou alcance internacional, com antologias poéticas traduzidas para o inglês (2007) e o sueco (2014), além de uma coletânea de sua poesia lançada em Portugal (2021). Seu ensaio *A tradução literária* também alcançou o público hispanofalante, publicado no Chile em 2023.
Reconhecido como um dos principais tradutores do país, Britto verteu para o português aproximadamente 120 obras de autores anglófonos, incluindo clássicos como Jonathan Swift, Charles Dickens, Virginia Woolf e James Baldwin, além de poetas como Byron e Elizabeth Bishop.
Na academia, atua como professor do Departamento de Letras da PUC-Rio, dedicando-se a pesquisas sobre tradução poética e poesia brasileira contemporânea. Sua eleição para a ABL coroa uma carreira marcada não apenas pela multiplicidade de gêneros que domina, mas também pela ponte que construiu entre culturas, levando vozes universais ao público brasileiro e projetando a literatura nacional além-fronteiras.