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#Notícias#Literatura Brasileira

Miriam Leitão se torna a mais nova integrante da ABL

Por Sthefany Vogado

12/08/2025

Na noite de sexta-feira (8), a jornalista e escritora Miriam Leitão foi empossada na cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a vaga deixada pelo cineasta Cacá Diegues, falecido em fevereiro. Eleita em 30 de abril com 20 votos, ela se tornou a 12ª mulher a ingressar na instituição. O acadêmico Antonio Carlos Secchin conduziu a cerimônia e proferiu o discurso de recepção.

Na cerimônia de posse, o colar da Academia foi entregue pela imortal Ana Maria Machado, enquanto o diploma foi apresentado por Ruy Castro. As comissões de entrada e saída contaram com nomes ilustres: Rosiska Darcy de Oliveira, Fernanda Montenegro e Lilia Moritz Schwarcz recepcionaram a nova acadêmica, enquanto Carlos Nejar, Antonio Torres e Ailton Krenak a acompanharam em sua saída.

Em seu discurso, Miriam Leitão destacou a importância de honrar os antecessores e transformar a ABL em um espaço plural, que reflita a diversidade do Brasil. "Honrar os que vieram antes de nós significa buscar fazer da Academia um centro de pensamento que represente este país múltiplo — negro, branco, indígena, multilíngue —, onde todos se vejam e se reconheçam", afirmou. Ela também homenageou as escritoras brasileiras, declarando: "Nossa obra é imortal."

Nascida em Caratinga (MG), em 1953, Miriam é a sexta filha de Uriel e Mariana, professores que influenciaram sua trajetória. Iniciou a carreira no Espírito Santo, passou por Brasília e São Paulo, e em 1986 estabeleceu-se no Rio de Janeiro. Com mais de cinco décadas de jornalismo, atuou em veículos como Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil. Desde 1991, integra o Grupo Globo, onde é colunista do O Globo, comentarista do Bom Dia Brasil, da GloboNews e da CBN, além de comandar o programa "Miriam Leitão" na GloboNews.

Autora de 16 livros — incluindo o aclamado Saga Brasileira, vencedor do Jabuti —, Miriam também se dedica à literatura infantil, com destaque para Lulli, a gata aventureira (2025). Sua trajetória inclui resistência à ditadura militar: em 1972, aos 19 anos, foi presa e processada por se opor ao regime. Casada com o cientista político Sérgio Abranches, é mãe dos jornalistas Vladimir Netto e Matheus Leitão, madrasta de Rodrigo Abranches e avó de quatro netos.

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