Por Pedro Simões
21/03/2026
Uma reportagem do InfoMoney aponta que o Brasil apresentou melhora na proficiência em inglês, mas ainda ocupa uma posição baixa em comparação com outros países da América Latina. Os dados vêm do EF English Proficiency Index 2025, que avalia o nível de inglês em mais de 120 países.
Segundo o levantamento, o Brasil subiu sua pontuação em 16 pontos, alcançando 482, e avançou no ranking global, chegando à 75ª posição entre 123 países. Apesar desse progresso, o país continua classificado na faixa de proficiência baixa e aparece apenas na 16ª colocação entre 20 países latino-americanos, mantendo-se entre os piores desempenhos da região.
O avanço é atribuído a fatores como maior valorização do inglês no mercado de trabalho, adoção de tecnologias — incluindo ferramentas de inteligência artificial — e políticas públicas voltadas ao ensino de idiomas. Esses elementos têm contribuído para ampliar o acesso ao aprendizado e melhorar gradualmente o desempenho dos brasileiros.
Apesar disso, o estudo revela fragilidades importantes. As habilidades produtivas, especialmente escrita e conversação, continuam sendo os principais pontos fracos dos brasileiros, enquanto a leitura aparece como a competência mais desenvolvida.
Na comparação regional, países como a Argentina apresentam desempenho muito superior, figurando entre os melhores da América Latina e com nível considerado alto de proficiência. O contraste evidencia o desafio brasileiro de alcançar padrões mais competitivos em um cenário global cada vez mais exigente em termos de comunicação internacional.
A reportagem conclui que, embora haja sinais de avanço, o Brasil ainda precisa de investimentos contínuos em educação linguística para reduzir desigualdades e melhorar sua inserção no mercado global.
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