Por Martins Pena (1845)
MANUEL – É pouco. (João dá-lhe mais dinheiro.) Agora sim, vou comprar uma carroça!
LUÍS – Agora dê um abraço na tia. (João vai abraçar a Clara.)
LUÍS – Anda, e diga à tia que estava lá fora no portão, ajustando com o italiano das fazendas dois vestidos de crepe bordado dos quais lhe queria fazer mimo.
CLARA – Dous vestidos?
LUÍS – E riquíssimos!
CLARA – Ai, vidinha, e eu estava desconfiando de ti! (Abraça-o)
LUÍS, tomando a João à parte – Não se meta noutra. Deixe o namoro para os moços solteiros.
JOÃO – Estou castigado! E emendado!
RITINHA, que se tem aproximado de Luís – E nós?
LUÍS, fingindo que a não ouve – Viva S. João! Vamos ao fogo! (Ritinha bate o pé de raiva. Acendem o fogo de artifício, e no meio de Viva S. João! e gritos de alegria desce o pano.)
Baixar texto completo (.txt)PENA, Martins. O Namorador ou a Noite de São João. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1992 . Acesso em: 29 jan. 2026.