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Em O Filho de Gabriela, Lima Barreto aborda dramas familiares e tensões sociais a partir da trajetória de personagens marcados pela pobreza e pelo preconceito. Com olhar atento às injustiças do cotidiano, o autor revela como origem social e relações de poder influenciam destinos individuais. A narrativa combina emoção e crítica, convidando o leitor à reflexão sobre a sociedade brasileira.
Em Manel Capineiro, Lima Barreto volta seu olhar para personagens populares e marginalizados, retratando com sensibilidade a vida simples e as dificuldades enfrentadas pelas camadas humildes da sociedade. A narrativa destaca costumes, desigualdades e relações humanas, revelando a crítica social presente na obra do autor. Com linguagem acessível, o texto valoriza figuras frequentemente ignoradas pela elite.
O conto “Numa e a Ninfa” foi publicado em 3 de junho de 1911 pela Gazeta da Tarde do Rio de Janeiro. “As aventuras do Dr. Bogoloff”, publicação semanal, começaram a aparecer em fins de 1912. Lima Barreto desenvolveu posteriormente a novela, com o mesmo título (Numa e a Ninfa), que foi publicada em folhetins diários, pelo jornal carioca A Noite, de 15 de março a 26 de julho de 1915. O autor aproveitou, na confecção da novela, trechos das duas publicações anteriores, o que explica diversas repetições e algumas alterações de nomes de personagens.
Em O Caçador Doméstico, Lima Barreto utiliza o humor e a ironia para retratar hábitos cotidianos e pequenas obsessões da vida urbana. A narrativa observa comportamentos comuns dentro do ambiente familiar, transformando situações simples em crítica aos costumes e às vaidades sociais. Com estilo leve e perspicaz, o autor revela contradições humanas presentes no dia a dia.
Em Eficiência Militar, Lima Barreto utiliza a ironia para questionar o prestígio das instituições militares e a ideia de disciplina como sinônimo de progresso. Com olhar crítico, o autor expõe contradições do poder, do autoritarismo e das hierarquias sociais no Brasil de sua época. O texto revela a habilidade de Barreto em unir humor e denúncia social.
Em “Assombramento”, Afonso Arinos mergulha no universo das crenças populares e do imaginário sertanejo para narrar uma história marcada pelo medo e pelo mistério. O conto mostra como lendas, superstições e relatos sobrenaturais influenciam a vida das pessoas, criando tensão entre razão e fantasia. Com linguagem envolvente, o autor retrata costumes e valores do interior brasileiro.
“A Nova Califórnia”, de Lima Barreto, constrói uma sátira envolvente sobre a ganância humana e a busca desenfreada por riqueza fácil. A narrativa acompanha a agitação de uma pequena cidade após a promessa de descoberta de ouro, revelando ambição, egoísmo e comportamentos absurdos. Com humor e crítica social, o autor expõe fragilidades morais da sociedade brasileira.
“A Mulher do Anacleto”, de Lima Barreto, apresenta uma narrativa marcada pela observação crítica dos costumes sociais e das relações humanas. O texto acompanha situações do cotidiano que revelam ciúmes, aparências e desigualdades, expondo comportamentos muitas vezes contraditórios. Com ironia e sensibilidade, o autor retrata a sociedade brasileira de seu tempo.
“Carta de um defunto rico”, de Lima Barreto, utiliza humor e ironia para imaginar a voz de um morto que reflete sobre riqueza, poder e valores sociais. Em tom satírico, o texto critica a ambição, a hipocrisia e os privilégios das elites, revelando contradições da sociedade brasileira. A narrativa mostra a habilidade do autor em unir sarcasmo e reflexão.
Machado de Assis (1839–1908), um dos maiores autores da literatura brasileira, escreveu a comédia Os deuses de casaca, encenada em 28 de dezembro de 1865 e datada de 1º de janeiro de 1866, no Rio de Janeiro. A peça satiriza, com humor e ironia, a decadência dos deuses do Olimpo ao confrontá-los com a modernidade, explorando temas como vaidade, poder e transformação social.