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O romance “A escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é uma das obras mais conhecidas do romantismo brasileiro e aborda, de forma sensível e crítica, a realidade da escravidão no século XIX. A narrativa acompanha Isaura, uma jovem escravizada de grande beleza e educação refinada, que sofre perseguições e abusos por parte de seu senhor após recusar seus avanços. Ao longo da história, a protagonista enfrenta injustiças, fugas e perigos, enquanto luta por liberdade e dignidade. Misturando romance, drama e denúncia social, o livro conquistou leitores ao expor as contradições morais da sociedade escravocrata e defender ideais de humanidade e justiça.
O poema narrativo “A orgia dos duendes”, de Bernardo Guimarães, mergulha no universo fantástico e sombrio ao retratar uma reunião macabra de criaturas sobrenaturais em meio à noite. Com forte influência do ultrarromantismo, o texto apresenta duendes e figuras grotescas que celebram uma espécie de ritual irreverente e caótico, misturando humor ácido, crítica social e elementos de terror. A atmosfera é marcada por exageros, imagens vívidas e tom satírico, criando uma narrativa que oscila entre o grotesco e o fantástico. Ao explorar o imaginário popular e o gosto pelo insólito, a obra revela uma faceta ousada do autor, capaz de provocar estranhamento e fascínio no leitor.
Machado de Assis (1839–1908), maior nome do Realismo brasileiro, publicou “Missa do Galo” originalmente na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 1893. O conto narra o encontro noturno entre um jovem e uma mulher casada, na véspera de Natal, explorando desejo velado, ambiguidade e memória, em uma das mais sutis análises psicológicas do autor.
Machado de Assis (1839–1908), mestre do Realismo brasileiro, publicou “Muitos anos depois” no periódico Jornal das Famílias, no Rio de Janeiro, em 1874. O conto explora vocação, amor frustrado, honra e segredo familiar, conduzindo a um desfecho trágico que revela as consequências morais de escolhas e equívocos.
Machado de Assis (1839–1908), fundador da ABL e expoente do Realismo, publicou “Médico é remédio” originalmente na revista A Estação, no Rio de Janeiro, em 1883. Com ironia fina, o conto retrata ciúme, orgulho e arranjos amorosos, mostrando como a vaidade e o despeito podem conduzir, inesperadamente, a novos enlaces.
Machado de Assis (1839–1908), mestre do Realismo brasileiro, publicou “Nem uma nem outra” originalmente no Jornal das Famílias, Rio de Janeiro, em 1873. O conto explora ciúme, interesse e orgulho, narrando o conflito amoroso de Vicente entre ambição e afeto, em crítica irônica às ilusões românticas e ao casamento por conveniência.
Machado de Assis (1839–1908), mestre do Realismo, publicou a comédia “Não consultes médico” originalmente em Jornal das Famílias, no Rio de Janeiro, em 1876. A peça satiriza as “moléstias morais” e as curas sentimentais, mostrando como o amor frustrado se resolve não por receitas médicas, mas pela experiência partilhada e pelo reencontro afetivo.
Machado de Assis (1839–1908) publicou “Não é mel para a boca do asno” no Jornal das Famílias, Rio de Janeiro, em 1868. O conto retrata amores desencontrados, vaidade e redenção moral, narrando o triângulo entre Hortênsia, Meneses e Marques. Com fina ironia e análise psicológica, revela que a felicidade exige caráter e maturidade.
Machado de Assis (1839–1908), principal nome do Realismo brasileiro, publicou “O Alienista” em folhetins na revista A Estação (Rio de Janeiro), entre outubro de 1881 e março de 1882. A novela satiriza o cientificismo e o autoritarismo ao narrar as experiências do Dr. Simão Bacamarte, que interna quase toda a cidade em nome da razão.