Por Machado de Assis (1870)
"Aurora sem Dia" é um conto de Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Jornal das Famílias no Rio de Janeiro, entre novembro e dezembro de 1870. Posteriormente, foi reunido na coletânea Histórias da Meia-Noite (1873). O conto narra, com fina ironia, a trajetória de Luís Tinoco, um jovem e modesto empregado do foro que se convence de seu gênio poético e literário, enfrentando a descrença de seu padrinho e do Dr. Lemos. O tema é a sátira do romantismo ingênuo e do diletantismo literário da época, e a crítica à ilusão das "auroras" de glória que nunca chegam a se concretizar.
Leia maisPor Machado de Assis (1883)
"Cantiga de Esponsais" é um conto do mestre Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no periódico A Estação, no Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1883. Posteriormente, integrou a coletânea Histórias Sem Data (1884). O texto aborda o tema do gênio não realizado e o drama íntimo do Mestre Romão, um músico de 60 anos no Rio de Janeiro de 1813, cuja vocação para compor é sufocada pela incapacidade de traduzir suas harmonias internas em partitura. É uma pungente reflexão sobre a frustração artística e a efemeridade da vida.
Leia maisPor Machado de Assis (1883)
"Capítulo dos Chapéus" é um conto satírico de Machado de Assis (1839-1908) que dissecou as relações conjugais e a submissão feminina no século XIX. Publicado originalmente em 1883, na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro), o texto aborda o insólito conflito entre o bacharel Conrado e sua esposa Mariana por causa de um chapéu, transformando a peça de vestuário em metáfora para o despotismo doméstico e a busca feminina por independência. Com ironia ferina, o conto expõe a "metafísica do chapéu" de Conrado e o breve voo de rebeldia de Mariana.
Leia maisPor Machado de Assis (1884)
O conto "A Viúva Sobral" é uma obra de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908). Publicado em folhetins na revista A Estação (Rio de Janeiro), em 1884, o texto utiliza a ironia para explorar as complexidades das relações amorosas e a contradição humana. A trama narra o apaixonamento de dois amigos pela mesma mulher, D. Candinha Sobral, cuja beleza se contrapõe à fama de ter um "mau gênio" capaz de "matar o marido com desgostos". Uma excelente amostra da perspicácia machadiana sobre a vaidade, a rivalidade e o mistério do desejo.
Leia maisPor Machado de Assis (1885)
"Adão e Eva" é um conto de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro), em 1885. O tema central é a subversão irônica do mito bíblico da Criação e da Queda. O conto se estrutura em uma discussão entre convivas, na Bahia do século XVIII, na qual o Juiz-de-fora narra uma versão apócrifa em que Deus corrige a obra do Diabo e, ao final, Adão e Eva resistem à tentação da serpente e são levados ao céu. A obra é uma crítica elegante à moralidade e à fixidez das narrativas.
Leia maisPor Machado de Assis (1871)
"Almas agradecidas" é um conto de Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Jornal das Famílias em 1871 (março e abril), no Rio de Janeiro. O enredo, da fase inicial do autor, centra-se na amizade entre Oliveira, ingênuo e generoso, e Magalhães, astuto e calculista, que se aproveita da bondade do amigo para ascender profissionalmente e conquistar a mulher que ele amava. O texto aborda o tema da falsidade nas relações sociais, da ingratidão e da oposição entre a virtude desinteressada e o interesse prático.
Leia maisPor Machado de Assis (1905)
"Anedota do Cabriolet" é um conto do mestre realista Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Almanaque Brasileiro Garnier em 1905, no Rio de Janeiro. A narrativa, com um tom irônico e melancólico, é desencadeada pela curiosidade do sacristão João das Mercês em desvendar o segredo por trás da morte de dois moribundos. O tema central é o poder do destino e do impedimento social (incesto velado) sobre a felicidade humana, com a reflexão sobre a vaidade da curiosidade e a natureza da "anedota".
Leia maisPor Machado de Assis (1884)
"As Academias de Sião" é um conto satírico de Machado de Assis (1839-1908). Publicado originalmente na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 6 de junho de 1884, o texto utiliza a alegoria de um reino asiático e o mito da troca de almas para satirizar o ambiente intelectual das academias, a vaidade e a futilidade dos debates pseudocientíficos, a política e a natureza humana. O conto questiona, ironicamente, a essência do ser e as contradições entre a inteligência coletiva e individual.
Leia maisPor Machado de Assis (1878)
Machado de Assis (1839-1908) publicou “Na Arca” sob o pseudônimo Eleazar em 14 de maio de 1878, no jornal O Cruzeiro. O conto, escrito em estilo bíblico-paródico, dramatiza o momento em que, após o dilúvio, os filhos de Noé disputam a divisão da terra, revelando tensões morais e políticas latentes.
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