Por Pedro Simões
01/07/2025
“Kneecap”, filme lançado em 2024 e dirigido por Rich Peppiatt, tornou-se um marco para o cinema em língua irlandesa ao retratar a trajetória do grupo de hip-hop homônimo, misturando música, crítica social e orgulho cultural, e contribuindo para dar visibilidade à língua celta nativa do país.
O filme estreou com destaque no Festival de Sundance em janeiro de 2024, tornando-se o primeiro longa totalmente em língua irlandesa a ser exibido no evento e vencendo o prêmio de escolha do público na categoria NEXT.
Desde então, Kneecap vem colecionando prêmios e elogios. No Galway Film Fleadh, principal festival de cinema da Irlanda, ganhou como Melhor Filme Irlandês, além do prêmio do público e de Melhor Filme em Língua Irlandesa. O longa também foi o escolhido para representar a Irlanda na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar de 2025. Embora não tenha sido indicado, sua seleção já demonstrou o impacto cultural e artístico da produção. O filme teve ainda distribuição internacional, com estreia nos Estados Unidos em agosto de 2024, pela Sony Pictures Classics, e no Reino Unido em seguida.
Kneecap não apenas celebra a música e a identidade cultural de Belfast, como também contribui ativamente para a revitalização da língua irlandesa, tratando-a como um instrumento de resistência e expressão contemporânea. Ao combinar linguagem jovem, crítica social e orgulho identitário, o filme se consolida como um símbolo de uma nova geração de artistas que reivindica espaço — nas telas e nas ruas — para o irlandês como língua viva.
Na Irlanda, o inglês domina em absoluto e apenas 40% da população reporta saber falar o irlandês, idioma celta nativo do país. Mesmo assim, o númeo de falantes nativos não chega a 78 mil em uma população de 5 milhões de habitantes. O número de falantes diários de irlandês é de 624 mil e, ainda, daqueles que são dizem falar irlandês, apenas 10% são fluentes.
Baseado na história real do trio de hip-hop de Belfast — Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí — o longa acompanha a ascensão do grupo, conhecido por suas letras em inglês e irlandês e por abordagens ousadas sobre questões sociais e políticas. A produção estreou em destaque no Festival de Sundance, em janeiro de 2024, tornando-se o primeiro longa-metragem totalmente em língua irlandesa a ser exibido no evento e conquistando o prêmio do público na categoria NEXT.
Desde então, Kneecap vem colecionando prêmios e elogios. No Galway Film Fleadh, principal festival de cinema da Irlanda, venceu como Melhor Filme Irlandês, além de levar o prêmio do público e de Melhor Filme em Língua Irlandesa. O longa foi ainda escolhido para representar a Irlanda na disputa pelo Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional. Embora não tenha sido indicado, sua seleção evidenciou o impacto cultural e artístico da obra. O filme também alcançou distribuição internacional, com estreia nos Estados Unidos em agosto de 2024 pela Sony Pictures Classics e, na sequência, no Reino Unido.
Mais do que celebrar a música e a identidade cultural de Belfast, Kneecap surge como instrumento de resistência e expressão contemporânea. A obra consolida-se como símbolo de uma nova geração de artistas que reivindica espaço — tanto nas telas quanto nas ruas — para o irlandês como uma língua viva, relevante e moderna.
Na Irlanda, o inglês predomina amplamente, e apenas 40% da população declara saber falar irlandês, idioma celta nativo do país. No entanto, o número de falantes nativos não passa de 78 mil entre os cerca de 5 milhões de habitantes. Apenas cerca de 624 mil pessoas usam o irlandês no cotidiano, e, mesmo entre os que dizem falar o idioma, apenas 10% são fluentes. A presença do inglês, imposta durante a colonização inglesa desde o século XII, consolidou-se ainda mais após a Grande Fome da década de 1840, que reduziu drasticamente a população irlandesa devido à morte e à emigração em massa.
Nesse cenário, produções artísticas como Kneecap desempenham papel essencial na preservação e valorização da língua e da cultura irlandesa, reacendendo o interesse das novas gerações por sua herança linguística e cultural.