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#Notícias#Literatura

Adélia Prado, Paulliny Tort e Maria Valéria Rezende vencem Prêmio Biblioteca Nacional 2026

Por Ronaldo Martins

22/10/2026

A Fundação Biblioteca Nacional anunciou, em 20 de outubro, os vencedores das 13 categorias do Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026. Entre os premiados estão Adélia Prado, por O jardim das oliveiras (Poesia); Paulliny Tort, por Os imortais (Romance); Maria Valéria Rezende, por Recapitulações (Conto); e o líder indígena Raoni Mẽtyktire, por Memórias do cacique (Histórias de Tradição Oral). Cada vencedor receberá R$ 30 mil.

Guimarães Rosa: biografia (Nova Fronteira). O livro reconstrói a trajetória pessoal, diplomática e literária do autor de Grande sertão: veredas, a partir de pesquisa documental e relatos sobre sua vida.

Em Ensaio Social, venceu Ynaê Lopes dos Santos, com Irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1763–1843) (Civilização Brasileira). A pesquisa examina as relações entre escravidão e desenvolvimento urbano nas duas cidades durante o período colonial.

O Prêmio Akuli, destinado às Histórias de Tradição Oral, foi concedido a Raoni Mẽtyktire, por Memórias do cacique (Companhia das Letras). A obra reúne recordações do líder indígena e relatos sobre a história, a organização social, as tradições e os conflitos vividos pelo povo Mẽbêngôkre (Kayapó), além das relações com a sociedade não indígena.

Na Literatura Infantil, o Prêmio Sylvia Orthof foi conquistado por Lulu Lima, com Gavião (Mil Caramiolas). Em Literatura Juvenil, o Prêmio Glória Pondé foi atribuído a Roger Mello e Felipe Cavalcante, por U-507 (Global), obra que recupera os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial, acontecimentos que contribuíram para a entrada do Brasil no conflito.

Na categoria Histórias em Quadrinhos, o Prêmio Adolfo Aizen ficou com Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, autores de Dormindo entre cadáveres (Comix Zone). O livro apresenta experiências de profissionais da saúde durante a pandemia de Covid-19, com foco no atendimento em um hospital de campanha em Rondônia.

Em Ilustração, o Prêmio Carybé foi concedido a Mauricio Negro, por O muiraquitã: uma proteção ancestral (PeraBook Editorial). Na categoria Projeto Gráfico, o Prêmio Aloísio Magalhães reconheceu Paulo André Chagas, Gabriela Marques de Castro e Gustavo Marchetti, responsáveis por Verena Smit: entre a palavra e a imagem (WMF Martins Fontes).

O Prêmio Paulo Rónai, de Tradução, foi conquistado por Natália T. M. Okabayashi, pela tradução de Sem despedidas (Todavia), romance da escritora sul-coreana Han Kang, vencedora do Nobel de Literatura de 2024.

Realizado há mais de três décadas, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional contempla diferentes gêneros e modalidades da produção editorial brasileira. Cada categoria leva o nome de uma personalidade associada à literatura, à cultura ou à história editorial do país.

Além dos vencedores, a Fundação Biblioteca Nacional divulgou os segundos e terceiros colocados de cada categoria. A relação completa está disponível no portal oficial da instituição.

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