Por Ronaldo Martins
14/09/2026
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terminou neste domingo (13) com 760 mil visitantes, maior público de sua história. Realizado durante dez dias no Distrito Anhembi, o evento superou os 722 mil visitantes de 2024 e registrou aumento de 57% na média de faturamento dos expositores em relação à edição anterior.
Realizada de 4 a 13 de setembro, a Bienal ocupou 87 mil metros quadrados, dos quais 75 mil destinados à área expositiva. Foram 269 expositores, cerca de 800 autores — 91% brasileiros — e 3,65 milhões de livros ofertados. Em cinco dos dez dias, os ingressos se esgotaram.
A edição também distribuiu R$ 20 milhões em vales-livro e beneficiou mais de 52 mil estudantes, 154 mil servidores da rede municipal e 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Outra iniciativa foi a ampliação do sistema de cashback, que permitia converter parte ou todo o valor do ingresso em crédito para comprar livros.
Os resultados comerciais variaram entre as editoras, mas várias registraram crescimento expressivo. A Companhia das Letras teve alta de 67% no faturamento e de 55% no número de exemplares vendidos em comparação com 2024. O escritor brasileiro Raphael Montes ocupou oito posições entre os 15 títulos mais vendidos do grupo. A estranha na cama liderou a lista, seguido por Jantar secreto. Também apareceram entre os mais procurados Binding 13, de Chloe Walsh, A cabeça do santo, de Socorro Acioli, e Heartstopper #6, de Alice Oseman.
A HarperCollins informou faturamento duas vezes e meia superior ao de 2024. Seus títulos mais vendidos foram Dungeons & Drama, de Kristy Boyce; Dates & Dragons, da mesma autora; e Dados & Disputas. Também ficaram entre os destaques obras de Paola Aleksandra, Sarah A. Parker, J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis e Thalita Rebouças.
O Grupo Autêntica registrou crescimento de 84% na arrecadação em relação à Bienal de 2024. A música da minha vida – volume 1, de Paula Pimenta, foi seu título mais vendido, seguido por Era uma vez um coração partido e Caraval, ambos de Stephanie Garber.
Na Rocco, o faturamento ficou 121% acima do registrado na Bienal anterior, tornando esta a edição de melhor resultado da editora. O livro mais vendido foi Coração de Cristal Partido, da brasileira Ariani Castelo, seguido por Kiwi e os Garotos Perdidos, de Ana Jeckel, Bons Tempos: Yesteryear, de Caro Claire Burke, e Ignis Lacrimosa, de Helena Lopes. A hora da estrela, de Clarice Lispector, também figurou entre os mais procurados.
A Intrínseca encerrou a feira com faturamento 85% superior ao de 2024. Lynn Painter colocou seis obras entre as dez mais vendidas da editora, lideradas por Patinando no amor e Melhor do que nos filmes. Também tiveram destaque O massacre da família Hope, de Riley Sager, e Alchemised, de SenLinYu. Já Globo Livros e Alt registraram crescimento de 100%, com Adversária do Vilão, de Hannah Nicole Maehrer, à frente das vendas.
A forte presença de adolescentes e jovens adultos marcou a edição, com filas para sessões de autógrafos e procura elevada por fantasia, romance, suspense e livros impulsionados pelas redes sociais. Autores brasileiros também ocuparam posições de destaque nas listas das editoras, entre eles Raphael Montes, Ariani Castelo, Paula Pimenta e Socorro Acioli.
A Bienal de 2026 superou em 38 mil pessoas o recorde anterior, estabelecido em 2024. Com 760 mil visitantes em dez dias, o evento recebeu, em média, cerca de 76 mil pessoas por dia.