Por Ronaldo Martins
23/04/2026
O Governo Federal lançou nesta quinta-feira, dia 23, o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL 2026-2036). A estratégia, lançada no Dia Mundial do Livro, visa aumentar o percentual de leitores de 47% para 55% em dez anos. O plano foca na democratização do acesso, na redução de custos e no fortalecimento da cidadania, consolidando a leitura como um direito fundamental para o desenvolvimento social e a soberania nacional.
Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministérios da Cultura e da Educação, o documento estabelece diretrizes para enfrentar as desigualdades históricas de acesso à literatura no Brasil. A meta central de alcançar 55% da população leitora até 2036 é acompanhada por uma estrutura baseada em quatro eixos estratégicos: a democratização do acesso, o fomento à leitura e formação de mediadores, a valorização institucional da leitura e o desenvolvimento da economia do livro.
A democratização do acesso prevê a expansão física e digital do universo literário. Entre as ações prioritárias estão o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e a interiorização de livrarias, buscando levar o livro para regiões antes desassistidas. O governo também aposta na tecnologia para romper barreiras, ampliando o acervo do aplicativo MEC Livros, que disponibiliza milhares de obras gratuitas. Além disso, o plano enfatiza a inclusão ao determinar a ampliação de acervos acessíveis em braille, libras e audiolivros, garantindo que pessoas com deficiência também sejam contempladas pela política pública.
No campo da formação, o PNLL foca na preparação de mediadores de leitura, como professores, bibliotecários e agentes culturais, reconhecendo que o incentivo ao hábito de ler exige uma rede de apoio qualificada. Uma novidade relevante deste ciclo é o estímulo à escrita criativa, especialmente em comunidades periféricas, indígenas e quilombolas, permitindo que novos autores brasileiros ocupem espaços no mercado editorial e reflitam a diversidade cultural do país.
Para sustentar essas metas, o eixo da economia do livro propõe medidas para reduzir o preço final das obras ao consumidor. O plano prevê incentivos a editoras independentes e livrarias de pequeno porte, buscando diversificar a produção e facilitar a circulação de conteúdos. A visão governamental defende que o livro e a leitura funcionam como vacinas contra a desinformação e a superficialidade do consumo digital, sendo ferramentas essenciais para a defesa da democracia. O plano será executado em regime de colaboração entre a União, estados e municípios, assegurando que as políticas de fomento cheguem de forma equitativa a todo o território nacional, fortalecendo a trajetória do Brasil rumo à cidadania plena.