Louva o poeta o sermão que pregou certo mestre na festa que a Justiça faz ao Espírito Santo no Convento do Carmo no ano de 1686 GREGóRIO DE MATOS (1686) Poema encomiástico atribuído a Gregório de Matos, composto na Bahia e datado de 1686. Conservado em manuscritos coloniais e publicado apenas em edições críticas modernas, elogia o sermão proferido na festa do Espírito Santo no Convento do Carmo. Alto sermão, egrégio, e soberanoEm forma tão civil, tão erudita,Que sendo o pregador um carmelita,Julguei eu, que pregava um Ulpiano. Não desfez Alexandre o nó Gordiano,Co'a espada o rompeu (traça esquisita)Soltais na forma legal, e requisitaSoltais o nó do magistrado arcano. Ó Príncipes, Pontífices, Monarcas,Se o Mestre excede a Bártolos, e AbadesVesti-lhe a toga, despojai-lhe alparcas. Rompam-se logo as leis das Majestades,Ouçam Ministros sempre os Patriarcas,Pois mais podem, que leis, autoridades.